O que nunca mais vai se repetir é o que torna a vida tão doce.

Emily Dickinson

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Coaching, a nova onda

Em minha opinião o coaching é sim uma das melhores maneiras para se trabalhar com metas e desenvolvimento de competências específicas; a única coisa que me amedronta e perturba bastante é que esta nova onda acabou atraindo profissionais bem intencionados e inescrupulosos também.

Não tenho nada contra a “popularização” do termo e da técnica, muito pelo contrário, acredito que se cada um de nós tivesse o conhecimento e a oportunidade de praticar o “autocoaching”, seríamos capazes de atingir um elevado nível de equilíbrio, consciência, responsabilidade e, consequentemente de performance. Mas precisamos ser bastante cuidadosos no que diz respeito à escolha do coach para não cair na armadilha da oferta excessiva.
Como profissional de RH, por muitas vezes tive que delegar a um coach a responsabilidade de preparar e orientar executivos, jovens talentos, equipes que atravessavam momentos de turbulência, etc. Entrevistas, promessas, indicações, reuniões intermináveis de briefing e, mesmo assim, algumas vezes o resultado não era tão positivo quanto eu esperava.

O coach vai auxiliar o coachee a construir uma embarcação para navegar da incompetência inconsciente (fase em que o indivíduo não tem consciência de certa falha ou limitação que o impede de progredir) para a competência inconsciente (fase em que o nível de performance se torna superior, automático e extremamente natural), o que convenhamos não é uma tarefa muito fácil...
A principal tarefa do coach é aperfeiçoar o nível de autoconfiança do coachee, sendo ele elevado demais ou baixo demais, encontrar o ponto certo fazendo com que o coachee seja capaz de expressar seu melhor potencial. Ser coach exige enxergar as pessoas de maneira diferente e bem mais otimista do que estamos acostumados, além de abrir mão de nossa obsessão por nossos próprios pensamentos e fala descontrolada.
O coaching também não deve ser encarado como uma técnica que é rigidamente conduzida em circunstâncias prescritas e, muitas vezes ele acaba acontecendo informalmente sem que se estabeleça um contrato financeiro para isso.

Antes de delegar esta imensa responsabilidade a um profissional da nova ou da antiga onda do coaching, pesquise, solicite referências, experimente, use o seu “feeling”, use também sua rede de relacionamentos e lembre-se sempre de que este profissional terá em mãos a sua reputação como profissional de RH e o bem mais precioso de sua organização – o potencial de seus colaboradores.

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